Valbuena marca o terceiro gol francês na goleada sobre a Suíça em Salvador
Brasil em 1950 e 82, Hungria em 54, Holanda em 74 e 78, a França de 2006. Belos escretes. Doídas lembranças.
Nesta edição espetacular no Brasil, será bem difícil esse tipo de injustiça prevalecer.
Porque são muitas as seleções que desfilam em partidaços para quem gosta ou não de futebol.
E a França de Karim Benzema é uma delas.
Quem esperava um cadeado suíço em Salvador, viu a porteirta aberta.
Olivier Giroud, quase xará de um papa da arte seqüencial, Jean Giraud, abriu em bela e plástica cena. França 1 x 0.
Na sequência, enquanto este escriba digitava, Blaise Matuidi, em ótima arrancada, faz o segundo...
O ala/meia liso e desenvolto do Paris Saint Germain recebe um passe “caolho” e sem toque do Benzema. Pintura tática.
Velozes e arrebatadores eram os franceses.
Estáticos e tontos, os suíços caíam.
No finalzinho da etapa inicial, aos 39, em mais um contrataque eficiente na copa do mundo, veio o nocaute.
Giroud, gastando a bola, serve uma delicateseen para Valbuena. O meia avançado do Olympique de Marselha não perdoou.
Trinca francesa em cima dos suíços.
Três jogos em Salvador. E já eram treze "bolas na rede".
No caso de le Bleus, aromas de liberdades, igualdades, fraternidades na arena em festa. E na Bahia, diversidade é bem vinda. A babel dos elencos em campo, que o diga.
A trilogia das cores estava escrita na fonte dos gols, mas em progressão geométrica. Mais quatro tentos viriam.
Os oito Orixá dentro das águas do Dique do Tororó por certo estão em clima de bonança neste junho.
A França, jogando de branco em uma sexta-feira, só ajudava.
Porque o giro final também foi massa, para brindar uma expressão bem baiana.
O quarto gol caiu de maduro para um dos melhores do jogo.
Aos 21, Pogba que entrou bem no lugar de Giraud, serviu a Benzema. À benção, Bahia.
4 x 0, Bleus.
Seis minutos depois, o quinto. O bom Sissoko, outro reserva de ponta que infernizou Sendereos e Rodriguez. Foi dele a mão cheia em belo chute.
A fonte é dos gols e o jogo é jogão.
Os suíços reagem.
Aos 35, Dzemali faz o primeiro gol de falta na copa do mundo.
Os suíços não morrem.
Xhaka em belo arremate de primeira na grande area. 2 x 5.
A torcida berra, canta. Inebriante. Show de bola. E não pode parar. Não pode.
Nos últimos segundos, Sissoko disparou pela ala direita, rolou para Benzema. A batida precisa, a bola em suspensão, na curva fatal em direção à rede, e… o arbitro já havia apitado o final!
Seria o sexto gol. Mas ficou suspenso. E o belo tento do Karim se foi. Por certo, para a Terra Onde os Gols são Inventados.
A Fonte Nova entrou para a história das copas.
Por lá, gol ultrapassa até o limite do tempo.
Fazer o quê?
O juiz era um chato e o relógio, suíço.
Paris é uma festa. Salvador, também.
E o show é da bola.
Não pode parar.
Foto Yahoo Sports

Cheguei para o Café vinda de brindes franceses... Dizer que o teu texto é show de bola vai ser muito redundante?...rsrsrs... Adorei!
ResponderExcluirBeijo, MP... Acho que Sandálias "ganhou" um concorrente... Risos
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