sexta-feira, 6 de junho de 2014

Gude preso e nota cinco

Foi um teste. 
De paciência.

E não estou matutando sobre o rapaz que tentou cantar o hino nacional.
É do jogo mesmo.
Aguentar o domínio estéril da seleção brasileira de futebol sobre os sérvios até os 30 minutos do primeiro tempo mexeu com os nervos de quem gosta do futebol bonito, bem jogado.
Duas linhas de quatro e uma caixa de ferramentas sérvias colocaram em volume zero a movimentação canarinho.

Mas aí veio outro teste.

Para cardíacos.

Os sustos que deram Daniel Alves, Luiz Gustavo, Marcelo, Hulk e a dupla de zaga Thiago & David em perdas de bola bisonhas e que renderam contrataques sérvio perigosos.
Habilidade de Kolarov e Markovic e a garra de Petrovic deram a eles título de destaques da etapa inicial.

Às portas de uma copa do mundo, o onze do selecionado brasileiro jogava mal, muito mal. Vaia da virada de tempo era merecida.
O tempo final preencheu a nulidade de Oscar em campo com a entrada de William.
Melhorou um pouco a movimentação, provocou a criação de jogadas e o crescimento do futebol de Hulk.

Mas a seleção errava e errava.
Opaco e egoísta, Neymar jogava bola de gude.
E Fred aguardava, solitário, um mísero passe, um cruzamento...

Veio das arquibancadas, a provocação

- Luiz Fabianô, Luiz Fabianoô!, gritavam sãopaulinos entre um apupo e outro.

E a resposta, no campo, saiu dos pés do capitão.
Apagado, como o restante da equipe, Thiago Silva se redimiu de várias falhas:
Passe milimétrico, gol de matador
Solitário. Mínimo. Gude preso.
Como o vaiado e vaidoso futebol de Neymar & Cia na São Paulo fria.

Mas foi um teste.

Só que com nota de reprovação.


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