sábado, 14 de junho de 2014

O CUADRADO ROLA REDONDO


Torcedores colombianos no Mineirão comemoram boa estreia na copa





Belos horizontes esta copa traz.
A vigésima copa do mundo de futebol vista por este escriba, aquela disputada em campo de jogo, jamais será atribuída a instituição que a organiza.
Explico porque. Apesar das organizações dominantes da economia mundial se apropriarem cada vez mais dos festivais esportivos, eles ainda são praticados, disputados, lutados, ganhos ou perdidos por seres humanos.
E é dessa insustentável leveza que este escriba procura esmerar a pena.
O futebol e suas torcidas sempre foram um lugar de observações para este viajante distraído. E os campeonatos, torneios e copas como os festivais da bola sempre seduzem.
Sim, a copa, mais do que nunca é um festival de futebol. E culturalmente invade as discussões.
É salutar acompanhar nas redes sociais, amigos ou não, conhecidos ou não, a procurar entender, discernir, torcer, simples assim ou assado.
Independente de cor ou de pátria para muitos que deixam o coração bater por quem quiser.
E por que belos horizontes esta copa traz?
Porque o Mineirão, o estádio sede de Minas Gerais para o torneio, se tornou a Colômbia em um sábado ensolarado
Vestida de amarelo, a arena foi o palco de Armeiro, Téo Gutierrez e James Rodriguez assinarem os três tentos sobre os gregos.
E não faltaram fotos enviadas, textinhos e perguntas para este escriba sobre o embate na bela Belô de Ronaldo Maciel, Ana Paula Bringel, Cândida Silva, mineiros queridos.
Como explicar para o pequeno Rico, rebento de amigo e certamente o mais novo torcedor da Colômbia no planeta, expressões que subvertem leis físicas ou matemáticas como “Cuadrado rolou redondo”.
Certamente seria o descritivo para o terceiro gol colombiano, concebido a partir de um belo passe do meia da Fiorentina, que atuou boa parte do tempo como ala avançado deste bom time montado por José Perkman
Só o futebol produz isso como um circulador imenso e bacana
Portanto, latinos:
Há festa colombiana em Minas Gerais.
Um movimento natural que ao lado de uruguaios, chilenos, argentinos, equatorianos, costariquenhos e brasileiros, obviamente, este mundial abraça nesses primeiros dias de festa.

Ternura que não se perde, apesar de endurecermos.

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