Torcedores colombianos no Mineirão comemoram boa estreia na copa
Belos horizontes esta copa traz.
A vigésima copa do mundo de futebol vista por este escriba,
aquela disputada em campo de jogo, jamais será atribuída a instituição que a
organiza.
Explico porque. Apesar das organizações dominantes da
economia mundial se apropriarem cada vez mais dos festivais esportivos, eles
ainda são praticados, disputados, lutados, ganhos ou perdidos por seres
humanos.
E é dessa insustentável leveza que este escriba procura
esmerar a pena.
O futebol e suas torcidas sempre foram um lugar de
observações para este viajante distraído. E os campeonatos, torneios e copas
como os festivais da bola sempre seduzem.
Sim, a copa, mais do que nunca é um festival de futebol. E
culturalmente invade as discussões.
É salutar acompanhar nas redes sociais, amigos ou não,
conhecidos ou não, a procurar entender, discernir, torcer, simples assim ou
assado.
Independente de cor ou de pátria para muitos que deixam o
coração bater por quem quiser.
E por que belos horizontes esta copa traz?
Porque o Mineirão, o estádio sede de Minas Gerais para o
torneio, se tornou a Colômbia em um sábado ensolarado
Vestida de amarelo, a arena foi o palco de Armeiro, Téo
Gutierrez e James Rodriguez assinarem os três tentos sobre os gregos.
E não faltaram fotos enviadas, textinhos e perguntas para
este escriba sobre o embate na bela Belô de Ronaldo Maciel, Ana Paula Bringel,
Cândida Silva, mineiros queridos.
Como explicar para o pequeno Rico, rebento de amigo e
certamente o mais novo torcedor da Colômbia no planeta, expressões que
subvertem leis físicas ou matemáticas como “Cuadrado rolou redondo”.
Certamente seria o descritivo para o terceiro gol
colombiano, concebido a partir de um belo passe do meia da Fiorentina, que
atuou boa parte do tempo como ala avançado deste bom time montado por José
Perkman
Só o futebol produz isso como um circulador imenso e bacana
Portanto, latinos:
Há festa colombiana em Minas Gerais.
Um movimento natural que ao lado de uruguaios, chilenos,
argentinos, equatorianos, costariquenhos e brasileiros, obviamente, este
mundial abraça nesses primeiros dias de festa.
Ternura que não se perde, apesar de endurecermos.

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