sábado, 24 de maio de 2014



O campeão Real

Embate disputadíssimo em Lisboa em típico clássico madrileno na final da Champions League.

Nos 45 iniciais, falha bizarra de Iker Casillas deu vantagem mínima ao Atletico em tento marcado pelo uruguaio Diego GodÍn.

Contrataque do Real não funcionava, à exceção de chances desperdiçadas por Bale.

Português Cristiano Ronaldo, visivelmente abaixo da sua condição física, estava irreconhecível.

Bem postado em campo, à medida que o relógio avançava, Atletico dos ótimos Koke e Gabi ia ficando perto da "orelhuda", como é conhecida a taça mais cobiçada da Europa.

Vale apontar aqui a boa participação dos brasileiros Miranda - não fosse ele, finalização do Bale poderia ter sido mortal - e a disciplina tática de Filipe Luís em campo. Um monstro na marcação, com 83% de aproveitamento no passe, até os 82 minutos quando foi substituído por Alderwired.

Foi bom assistir senso de pontaria do Cristiano nas bolas paradas frente ao excelente Thibaut Courtois. Paredão belga é titularíssimo no Mundial de Seleções que vem aí.

Acertou Carlo Ancelotti colocando alma e velocidade com Isco e Marcelo. O futebol do croata Luka Modric cresceu.

Futebol do excelente argentino Di Maria, também.

Mas Cristiano continuava encolhido, preso, medíocre.

Como era abaixo do esperado, até então, a final.

Em proporção inversa ao orelhudo Godín.

A taça ia para boas mãos graças a garra fantástica simbolizada pelo uruguaio.
E por Koke, Gabi, Godin, épicos, nomes de heróis já desenhavam o texto deste escriba.

Mas os merengues tinham Sérgio Ramos.
Aos 48, outro gol de zagueiro e o Real empatava.
Um nocaute, como veremos a seguir.

No final a decisão ganhava cara de decisão.
E de prorrogação.

Que mostrou no seu primeiro giro, o Real mais encorpado.
Mas o Cristiano se arrastava. O Real era pressão, mas não finalizava. Porque o único setor que funcionava no adversário era a defesa.

E a taça continuava dividida. Só se sabia que o destino era Madrid.

Em 105 minutos, vimos equilíbrio. Falamos em excelência e heroísmos.

E em belas finais de futebol, esses ingredientes são indispensáveis.
E decisivos.

São características que jogadores como Sergio Ramos e... Di Maria, o anjo infernal, carregam.

Como também é decisiva nessas horas fantásticas, a prepararação psicológica.

Em 15 minutos, com sincero perdão ao leitor, o nocauteado Atletico caiu na real.

Também escrevemos sobre a arma mortal do Real Madrid. E ela, infalível, veio.

O contrataque saiu com o argentino Angel Di Maria atropelando o combalido lateral Juanfran.

O Atletico cambaleante. Bale em cabeceio, 2x1.

O Atletico extenuado. Marcelo, cabeludo danado. Real, 3x1.

O Atletico, muerto. "meio" Cristiano, com um pé só, em penalidade máxima: Real 4 x 1.

Historicamente, de forma incrível, o Atlético sofre derrota semelhante 40 anos depois.

Aos comandados de Ancelotti, "La decima" é o que importa.

Um campeão real.




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