Disciplina é arma contra encrenca
Antonio Pastori
Cortejado pelo Palmeiras, mas dependendo de decisões provincianas, Ney Franco foi superior taticamente ao seu pupilo Marquinhos Santos, do Bahia. Mas só na tática.Porque ainda não venceu um Ba-Vi no placar, este último valendo pela quarta rodada do campeonato brasileiro.
As duas equipes baianas entraram na Fonte Nova em rota de confirmação ao bom início na competição e de mostrar a filosofia renovada dos seus treinadores, cultura que tanto o futebol brasileiro precisa.
Disciplina tática e movimentação não faltaram nos 45 minutos iniciais.
Qualidade técnica mediana das duas equipes também.
Bahia sem centroavante.
Vitória, também. Até os 39 minutos. Sim, porque a nulidade de Souza foi flagrante até esse giro. Contou com a sorte. Bola parada, tropeção de Lomba em Demerson. Vitória 1 X 0
Apesar da falta sentida do Lincoln, jogador que sabe fazer o esquema rotativo de armação de jogadas, Bahia chegava bem, mas só pelo lado direito. Pará, acanhado, não se apresentava pela ala esquerda. Mas seria só por 88 minutos. Vocês vão ver.
Quando o Bahia chegou por lá com Branquinho, Max, com perdão da quase redundância, passou em branco.
Depois do gol, Vitória cresceu. Marquinhos e Alemão (em boa estreia), destaques.
Primeiro tempo equilibrado. Não fosse o tropeção do Lomba, o empate era a fotografia do que vimos.
Se o Bahia de Marquinhos Santos sentiu e muito as ausências de Diego, Lincoln e Rhayner, o Vitória de Ney Franco respondeu como se faz: Reposição.
E se tinha encaixado o bom Caio nessa filosofia, apresentou três novos soldados hoje:
Josa e Léo Costa foram bem batizados.
E com Alemão não teve conversa na zaga.
A princípio, o bom zagueiro que o Vitória contratou mostrou como se comporta o atleta brasileiro que percorre equipes na busca de lugar ao sol, sob comando arejado de um bom treinador: Disciplina, profissionalismo, disposição e garra.
Características que correm longe de jogadores como Uelinton e Souza. Ainda vão dar muitas dores de cabeça às suas equipes com expulsões ridículas e comportamento como o visto hoje na Fonte Nova. Risível.
Outra falha de goleiro, desta vez de Wilson, daria ao Ba-Vi a justiça do empate.
E que veio com aquele que, destaque do Bahia no campeonato, estava devendo.
Talisca? Não. O escriba aqui nunca foi em onda de senso comum.
O destaque do Bahia no Brasileiro é o ala esquerdo Pará. E foi dele que veio a justiça da igualdade, em belíssimo tento, após infiltração aguda e sem perdão.
Quando o mediano Talisca já tinha saído.
Um pra lá. outro pra cá. E tudo bem.
Enfim, o clássico empolgou? Não. O segundo tempo, então, foi fraquinho, fraquinho. Mas, pelo menos mostrou que Bahia e Vitória vão vender caro ameaças de rebaixamento.
E, quem sabe, sonhar com voos mais altos neste sempre encrencado campeonato nacional.
Vai depender e muito de pelo menos um detalhe: até quando a filosofia e a disciplina desses dois bons técnicos vão perdurar.

Nenhum comentário:
Postar um comentário